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Terça-feira, Fevereiro 28, 2006
Essa semana foi muito especial para mim. Depois de um ano correndo atrás de documentos, testes, estudos e outras burocracias, consegui validar meu diploma e me registrar como enfermeira nos EUA. É uma emoção muito grande!
Já estou com os currículos na mão, pronta para disseminar por aí. Espero encontrar um lugar que me acolha e de onde eu possa sugar muito conhecimento, alegria e profissionalismo.
LIA PERSONA
lia@widesoft.com.br
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Sexta-feira, Junho 03, 2005
Quase dois anos. Quase dois anos da publicação do meu livro Uma Luta pela Vida. Olhando para trás, valeu a pena. Os 99% de transpiração e 1% de inspiração. Valeu a pena todo o esforço que fiz ao aceitar o desafio de escrever um livro em 3 meses para participar de um concurso literário. Por que valeu a pena? Porque os leitores fizeram fazer a pena. Centenas de pessoas agradeceram o momento em que eu resolvi abrir as experiências da minha vida ao público. Como eu mesma relatei no livro "O que haveria de tão especial em minha vida para contar?" Hoje eu sei.
Sendo a Bíblia meu livro de cabeceira me surpreendi ao ler um trecho e me identificar com ele pela primeira vez
"O Deus de toda a consolação que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus" 2 Coríntios 1:4
Troca. Essa é a palavra. Trocamos experiências. Trocamos consolos. Trocamos aprendizados. Troquei a história de minha vida pela história de muitas outras. Leitores que abriram suas vidas para mim depois que abri a minha para eles.
A todos, muito obrigada!!
LIA PERSONA
lia@widesoft.com.br
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Sexta-feira, Outubro 29, 2004
Atitude é maior que altitude
Ao passar pelas portas do Centro de Saúde aonde estaria estagiando uma sensação familiar perambulou meus sentidos. Àquela mesma da primeira vez em que entrei em um Centro de Saúde como estudante, uma vontade de sair correndo antes de ser contagiada pelo espírito do local. Aquela mesma impressão de caos, descaso e abandono. E olha que a primeira vez em que estive em um Centro de Saúde como estudante foi em 1996, há quase dez anos atrás. Mas a sensação foi exatamente a mesma. Exagero de minha parte? Nem tanto.
Será que a vontade de sair correndo seria uma fraqueza minha? Ou talvez coisa de gente muito mimada? Ou será que fosse devido à real situação do local? Se estamos em uma era de mudanças, por quê a primeira sensação que tive do local foi a mesma daquele Centro de Saúde de há quase dez anos atrás? Será que as coisas na saúde continuam iguais?
Certamente não. As políticas mudaram, os planos mudaram, as estratégias mudaram, as filosofias mudaram, as concepções mudaram, os nomes mudaram, mas eu me pergunto; e as pessoas, mudaram? E se não mudaram, por quê não? O que haveria de tão enraizado a ponto de sobreviver de sol à sol, perpetuando um comportamento?
O processo de mudanças inclui o caos. Inclui o baque, o inesperado, o atípico para alterar a percepção, o raciocínio e a atitude. Não estou falando de tratamento de choque. Estou dramatizando o movimento de enterrar o passado, chorar seu funeral, e partir para a frente. Mas nem todos pensam assim. Muitos funcionários tentam com unhas e dentes desenterrar o morto. Trazer o defunto de volta à vida e negar que o futuro pode ser diferente do passado.
Talvez a sensação do primeiro dia foi a mesma de 1996 porque as pessoas se agarram a caminhos estabelecidos, como se suas vidas dependessem disso. Carregam um peso morto sob seus ombros que os curva à realidade, porque o mesmo trás uma sensação disfarçada de segurança. Desmotivadas mais e mais a cada dia, correm de hora em hora à copa para desafogar o nó da garganta com um gole de motivação cafeinado.
O processo de mudanças nos incita, motiva, aviva e traz de volta a vontade de viver por uma causa, e não apenas pelo salário no final do mês.
Nosso trabalho diário como profissionais de saúde é o que faremos a maior parte do tempo de nossas vidas. Assim, daqui a cinco, dez ou trinta anos, quando olharmos para trás, o que gostaríamos de enxergar? Uma vida que fez a diferença, ou a indiferença que tolheu uma vida?
"Quanto mais eu vivo, mais entendo o impacto da atitude na vida. Para mim, atitude é mais importante do que fatos. É mais importante do que o passado, do que cultura, do que dinheiro, do que as circunstâncias, do que os fracassos, do que os sucessos, do que aquilo que os outros possam fazer, dizer ou pensar. É mais importante do que a aparência, capacidade ou habilidades. Atitude é o que cria ou destrói uma empresa, uma igreja, um lar.
O incrível é que todos os dias podemos escolher a atitude que vamos adotar naquele dia. Não podemos alterar nosso passado. Não podemos mudar o fato de que as pessoas irão agir de uma certa maneira. Não podemos mudar o inevitável. A única coisa que podemos fazer é tocar com a única corda que temos, e esta é nossa atitude... Estou convencido de que a vida é 10% o que acontece comigo e 90% como eu reajo a isso. Nós estamos no controle das nossas atitudes" Charles Swindoll
LIA PERSONA
lia@widesoft.com.br
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Sexta-feira, Agosto 13, 2004
De coração
Ao examinar várias bibliografias no intuito de enriquecer a conclusão da minha iniciação científica, encontrei uma que me fez parar e pensar. Frank (1995) em seu livro "O ferido contador de histórias: corpo, doença e ética" (The wounded story teller: body, illness and ethics) pontua:
Um dos nossos mais difíceis deveres enquanto seres humanos consiste em escutar as vozes daqueles que sofrem. É fácil ignorar as vozes dos doentes porque essas vozes com freqüência têm um tom pouco audível e trazem mensagens confusas, particularmente na sua oralidade e antes de algum editor as adequar para serem lidas pelos que têm saúde... Escutar é difícil, mas é também um ato moral fundamental. É que, ao escutar o outro, é a nós que escutamos. (FRANK, 1995)
A partir da reflexão que esta leitura desencadeou, me perguntei: "Nós, da enfermagem sabemos escutar?" Não quero dizer se nós conseguimos ouvir sons, palavras, pedidos, mas se, em algum momento de nossa formação ou de nossa carreira aprendemos a arte de enxergar além da visão, ouvir além da audição, sentir além do tato. Escutar com o coração.
Quando fazemos uso desse órgão tão interno, tão pessoal, tão sensível para escutar o outro; escutamos nosso próprio coração. Ao abrirmos nosso coração para o outro, nossas próprias emoções trancafiadas ali dentro há tanto, também são libertas. E se não estamos prontos para escutarmos a nós mesmos, não seremos capazes de escutar o outro. Como bem explica Dulce Dirclair Huf (2002) em seu livro "A face oculta do cuidar":
Muitas vezes o relacionamento estabelecido entre enfermeiro e paciente fica limitado à auto-expressão. Ambos querem receber: o paciente deseja o cuidado e o enfermeiro deseja adquirir experiência técnica. O resultado é uma interação impessoal, onde nenhum dos dois está indo além de si mesmo. Ir além da obrigação, do ter que fazer, se constitui numa possibilidade de ambos encontrarem o seu sentido de vida e se auto-realizarem. (HUF, 1995)
Quando não escutamos nossos clientes, estamos diminuindo nosso próprio potencial de auto-realização e de encontrar um sentido para nossa própria vida. Entretanto, não significa que o motivo seja puramente egocêntrico. Pelo contrário, se nosso coração já está aberto para escutarmos a nós mesmos; abrir para o outro, será apenas uma conseqüência.
"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine" (BÍBLIA SAGRADA, 1 Coríntios 13:1).
LIA PERSONA
lia@widesoft.com.br
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Quinta-feira, Junho 03, 2004
Semanas
Há semanas que mudam vidas, mudam direções, certificam que a vida é dinâmica. Dinâmica no que soma-se e no que subtrai-se, a vida é dinâmica. Um segundo, um minuto, uma hora, têm o poder de mudar vidas. Mudar o rumo para o qual a existência seguia, interromper ou prosseguir horizontes. A vida é única mas dinâmica.
Nesta última semana pude comprovar que existir é transformar-se a cada momento, através do presente que modifica o futuro, através das ondas que vêm e vão mas nunca são idênticas. Uma semana que assemelhou-se a um filme, com muita ação, drama e romance. Embora minha pessoa estava presente nos acontecimentos, parece que tudo foi um sonho. Um sonho bom.
Na quarta feira a tarde participei da Semana da Literatura promovida pelo Grupo Aldeia onde pude conhecer outras obras de autores limeirenses e muitas pessoas queridas. Obrigada Grupo Aldeia!
No sábado à noite recebi com muita emoção o Troféu Fumagalli, uma homenagem tradicional da minha cidade que ocorre todos os anos, patrocinada por muitas empresas e organizada pelo Grupo Aldeia em conjunto com a Arvin Meritor. Subir ao palco, receber o prêmio e tocá-lo em minhas mãos foi uma experiência da qual nunca vou me esquecer. Obrigada Limeira!
Além disso, durante todos esses eventos estive muito bem acompanhada pelo meu noivo Jason com quem pude dividir minhas emoções pelas conquistas. Obrigada Jason!
Finalmente, mas não menos importante, agradeço a toda minha família que vibrou a cada raiar da felicidade. Obrigada por fazerem parte da minha vida!
E a vida é assim, vem e vai, como as ondas do mar. Alguns dias, na calmaria; outros, em verdadeira euforia.
Boa tarde,
Lia Persona
LIA PERSONA
lia@widesoft.com.br
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Segunda-feira, Maio 03, 2004
Cuidar com cuidado se cuida
Atualmente ouço muito a palavra cuidar. Mas o que é cuidar? Algo novo, moderno, recém descoberto? Certamente não. Atual? Totalmente.
A partir do nascimento, todo ser humano é completamente dependente do cuidado para sobreviver. Não existe uma única pessoa, por mais independente que seja, que nunca necessitou do cuidado de alguém. Somos eternos devedores aos nossos cuidadores. Pessoas que ao longo de nossa existência exerceram o cuidar. Ofereceram tempo, mão de obra e dedicação. Observaram a necessidade e supriram a demanda.
Embora instintivamente pertinente à raça humana, atualmente, o cuidar é vendido. Os cuidadores passaram a ser chamados de profissionais da saúde e seus objetos de cuidado, de clientes. O ato de cuidar recebeu nomenclatura científica e deslocou-se do bom senso para o profissionalismo.
A partir do momento em que o cuidado foi transformado em produto, dentro da ótica capitalista, ele passou a gerar lucro. Inspirou o interesse de muitos. Uma mina de ouro aberta à exploração, no bom sentido. Qual foi o resultado? Decadência do cuidar? Pelo contrário. Como qualquer outro produto, passou a ser supervisionado pelas lentes da qualidade. Entretanto, o cuidado passou a significar custo. Financiado pelo bolso dos próprios clientes, do governo ou da benevolência de alguém.
Frente ao percurso do cuidar, os profissionais ligados à saúde se deparam com a dúvida: Por quê estamos cuidando? Pelo lucro, pelo instinto ou por altruísmo? O cuidar, para alguns, envolve interagir diretamente com os clientes, para outros, envolve atuar em serviços intermediários, mas ainda há muitos outros que estão incluídos no processo de cuidar mas nunca entram em contato com seus clientes. Atuam nos bastidores, suprindo todas as demandas que o cuidar requer. E por essa razão, não são menos importantes.
Além do cuidar envolver tanta gente, ele envolve tecnologia, máquinas, seres sem coração, frios, mas totalmente essenciais na humanização do cuidado. Será um equívoco o que acabei de dizer? Acredito que não. E não é a primeira vez que afirmo isso. Um trecho do meu livro UMA LUTA PELA VIDA explica esse raciocínio: "A tecnologia existe. Negá-la não nos levará a lugar nenhum. Dizer que ela é desumana, também não funciona. Nós temos a capacidade de ser muito mais desumanos do que as próprias máquinas. A solução é usar dessas ferramentas para o próprio bem do cliente. Enxergá-las como o carro que nos leva à praia no verão. Uma máquina totalmente mecânica, fria, e sem emoções mas que nos proporciona os mais inesquecíveis momentos."
O aperfeiçoamento do cuidar depende tanto da adesão dos benefícios da tecnologia quanto da humanização de todos que cuidam, direta ou indiretamente, enxergando mais do que lucro, mais do que instinto, mais do que altruísmo, enxergando a gratidão no olhar de cada cliente, a mesma que um dia esteve presente nos nossos próprios olhos. Então passamos a cuidar do cuidar com cuidado.
LIA PERSONA
lia@widesoft.com.br
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Quinta-feira, Abril 08, 2004
Um mar de profissões
O que você quer ser quando crescer? Que profissão vai seguir na vida? Com quê pretende trabalhar? Já escolheu o que vai estudar?
São perguntas e mais perguntas que rodeiam o cotidiano de todos - crianças, jovens e adultos. Para as tenras idades elas são feitas de forma sutil, mascaradas pela ingenuidade dos familiares; para os mais crescidos, é assunto de extrema urgência, impossível de ser postergado. A cronicidade de tamanha pressão pode criar cicatrizes, muitas vezes difíceis de apagar. Frente ao confronto constante, o indivíduo perde a capacidade de raciocinar e parte em direção ao futuro agarrado a algum bote salva-vidas chamado "profissão qualquer".
A vida tem duração diferente para cada um de nós. Enquanto para alguns significa um único suspiro, para outros significa assistir muitas décadas de pôr-do-sol. Assim, a vida não é um continente cercado de mar, mas sim um barco sacudido pela ferocidade das ondas de um lado para o outro, prestes a sucumbir. Haveria alguma estabilidade em tal embarcação? Tanto quanto na vida, nenhuma. Instável, imprevisível e volátil.
E os planos? Para que servem os planos? Para adicionar alguma estabilidade ao nosso futuro? Talvez sim, talvez não. Existem inúmeras maneira de adaptar o barco ao mar, mas o mar nunca poderá ser adaptado ao barco que vaga sobre suas ondas. Escolher uma profissão é adaptar o melhor possível nosso barco, impermeabilizar seu casco, adicionar uma cobertura ao convés, instalar um motor. Mas nunca podemos nos esquecer do mar. Em constante agitação, mudança e fúria.
Ao mesmo tempo, o melhor barco para um momento da viagem não é necessariamente o melhor para toda a viagem. A profissão escolhida na adolescência pode ser diferente da opção de vida quando em idade adulta. O vento pode mudar a direção da viagem, soprar o barco para outras águas. Entretanto, existe uma maneira de seguir contra o vento.
Na antiguidade as velas eram retangulares e só era possível navegar a favor do vento. Para ir contra o vento era preciso remar. Atualmente, com a vela triangular o segredo é navegar em zigue-zague, pegando o vento na diagonal até um certo ponto, apontando para outro lado, navegando mais um pouco; saber manobrar. Profissionalmente também é preciso aprumar o barco em rumos que para os desavisados parecem não levar ao destino, mas são estratégicos para se chegar lá.
A vida abre mil possibilidades, mil zigue-zagues, mil manobras em potencial; mas uma não anula a outra. No meu caso, ser escritora não anula ser enfermeira ou vice versa. O conhecimento e as habilidades se complementam, nunca se anulam. Seguir uma profissão pode ser um começo, um passo em direção ao futuro. Mas uma profissão nunca deve barrar novas possibilidades, novas profissões, novas direções. Nunca deve limitar o ponteiro da bússola.
Do barco, estou cuidando o melhor que posso, quanto ao vento, vou deixar que ele me leve aonde quero chegar.
Beijos,
Lia Persona
LIA PERSONA
lia@widesoft.com.br
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Quarta-feira, Março 10, 2004
Quando um desafio aparece, podemos seguir três caminhos: fugir, fingir que nada aconteceu ou encará-lo de frente. Escolhi a última opção. Aceitei a oportunidade de escrever um novo livro. Meu segundo filho. Mas não o último.
Enquanto sua gestação acontece, estarei compartilhando alguns artigos avulsos através da minha coluna no site Alagoas Vip Maceió.
Comentários são bem vindos,
Beijos,
Lia Persona
LIA PERSONA
lia@widesoft.com.br
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Quinta-feira, Janeiro 22, 2004
Desde o final do ano passado, eu estava me segurando para não publicar aqui um artigo que escrevi.
Mas por quê tanta auto negação? Bem, o artigo foi escrito a pedido de uma revista e eu me sentia desconfortável em passar a carroça na frente dos bois. Ou seja, me antecipar à própria publicação do artigo na revista.
Mas felizmente a expectativa chegou ao fim. O suspense acabou. E é de coração que compartilho aqui o artigo: "CUIDAR COM CUIDADO SE CUIDA" publicado pelo site Saúde Business Web.
Boa leitura,
Um grande abraço,
Lia Persona
LIA PERSONA
lia@widesoft.com.br
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Terça-feira, Janeiro 20, 2004
Essa semana uma frase me tocou profundamente. Não foi escrita por um filósofo, monge ou líder espiritual. Mas seu autor tem toda autoridade para escrever o pensamento. E já que enfermaginar abrange tanta coisa, por que não uma contribuição de um navegador que também enfrenta no seu dia a dia desafios tão grandes quantos os da enfermagem. Abro espaço então para as palavras de Amir Klink :
"Quem tem alguém, não importa aonde se encontre, jamais sofrérá de solidão. Poderá morrer de saudade, mas nunca estará só."
LIA PERSONA
lia@widesoft.com.br
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